Uma aposta certa em tempo de crise

A Poltec existe em Angola há 20 anos, 14 dos quais dedicados ao desenvolvimento de projectos imobiliários de alto padrão arquitectónico, ajustados à realidade, cultura e necessidade dos angolanos, mas vendidos a preços competitivos no contexto do mercado nacional. A estratégia, de acordo com os gestores, é dar margens de valorização dos imóveis ao longo dos anos.

Até há pouco tempo, o mercado imobiliário em Angola oferecia apenas dois tipos de produto. Um para as pessoas de menor poder económico, que era de qualidade também menor e exigia que os clientes fizessem alterações na estrutura do imóvel, para maior conforto. E outro para o segmento alto, com valores especulados que limitam o acesso ao mesmo à uma franja de clientes da classe média. Este cenário foi o ponto de partida da Poltec, segundo explica o PCA do grupo, Tomasz Dowbor. "Nós trazemos uma oferta a que costumamos chamar de média-média porque, ao longo dos 14 anos de paz em Angola, surgiu uma classe média constituída por pessoas que se formaram e capacitaram, e hoje, fruto da sua iniciativa empreendedora, ou através de um salário decente, conseguiram autonomia e independência financeira, e têm capacidade para comprar imóveis de alto padrão de qualidade a preços competitivos", afirmou. Tomasz Dowbor acredita que, com a actual oferta do Governo no sector imobiliário, através das centralidades, onde os apartamentos são espaçosos e decentes, o segmento médio vai verificar uma grande procura nos próximos tempos, ao passo que o alto poderá abrandar, daí a Poltec apostar num projecto da dimensão da Urbanização Boa Vida. Questionado sobre o impacto do actual cenário macroeconómico de Angola no sector imobiliário, o responsável defendeu que, em período de crise, é sempre possível vislumbrar oportunidades. "Embora o nosso cenário económico não seja favorável devido à redução do preço do petróleo, que afecta directamente o fluxo financeiro, e todo sector imobiliário sofre com as consequências do enfraquecimento do mercado, a Poltec tomou algumas medidas, que vão desde a documentação legal exigida pelas instituições angolanas, à oferta de um produto com qualidade e preços competitivos", esclareceu Tomasz. O PCA da Poltec acrescentou ainda que a proposta da empresa procura o equilíbrio entre a alta qualidade e um custo controlado. "A Urbanização Boa Vida (UBV) é uma coroação do esforço que a equipa empreendeu ao longo dos anos, sendo que traz soluções técnicas acauteladas por quadros da Polónia que coordenam equipas de profissionais angolanos". No Condomínio Infinity, exemplificou Tomasz Dowbor, os imóveis foram vendidos ao preço de 60 milhões de kwanzas, no ano passado, mas hoje ultrapassaram o valor de 120 milhões de kwanzas devido ao reconhecimento de uma excelente relação custo- -qualidade. "Nós cobramos 1 800 dólares norte-americanos pelo metro quadrado, o que, actualmente, é um preço muito abaixo do praticado no mercado. Em Talatona, por exemplo, onde temos o Infinity I, o metro quadrado pode chegar aos 5 000 dólares".

URBANIZAÇÃO BOA VIDA: EXCELÊNCIA NA CONSTRUÇÃO

Por sua vez, o vice-presidente da Poltec, Wojciech Dowbor, afirmou que o que norteia a construção das casas é a oferta de um produto que os clientes não sintam necessidade de alterar devido a algum defeito de fabrico. "É nossa responsabilidade a compra e importação de todo o material de acabamento, que é criteriosamente seleccionado. Claro que isso aumenta o grau de responsabilidade da nossa empresa, nomeadamente, do departamento de logística", reconheceu, tendo também informado que a Poltec importa materiais da Polónia, África do Sul e China. "Isso envolve inspecções pré-embarque, o que nos obrigou a encontrar parceiros que fazem este trabalho por nós nesses países". Wojciech Dowbor prosseguiu dizendo: "para conseguirmos controlar o nosso custo, que tem impacto no preço final do produto, fazemos vários serviços por conta própria, porque a terceirização em Angola é muito cara. Sendo assim, criámos várias unidades produtivas, como o departamento de electricidade e o de carpintaria, onde os técnicos estrangeiros capacitam os quadros nacionais".
Wojciech Dowbor lembrou que no sector imobiliário três elementos são imprescindíveis. Localização, localização e localização. "Se não houver isso, por mais atraente que seja o projecto, este tem menos possibilidade de ter sucesso. Falando um pouco da UBV, a localização é muito boa e vai ao encontro do Plano Director Metropolitano de Luanda, que será executado até 2030. A cidade está a expandir para essa zona devido, não só à escassez de terrenos no centro, mas também à construção do novo aeroporto". Outro factor atractivo, prosseguiu, é que, estando na Via Expresso, os moradores da Urbanização Boa Vida podem estabelecer comunicação, de forma rápida e fácil, com o litoral, o pólo industrial de Viana e o novo aeroporto internacional de Luanda. "Aquilo que há anos parecia um projecto afastado da cidade, hoje está no novo centro de Luanda", frisou Wojciech. A Urbanização Boa Vida tem mais de 150 casas erguidas, mas estas só começaram a ser construídas em Fevereiro de 2015, depois da conclusão das casas-modelo, para se evitar os erros ao máximo. A UBV está dividida em cinco condomínios que estão a ser construídos de acordo com a resposta do mercado. "Fazemos uma auto-fiscalização das nossas obras", referiu.

FOCO NA QUALIDADE DE VIDA

Conforto, qualidade e segurança são algumas das atracções apresentadas em projectos imobiliários no país, embora, na prática, nem sempre estes pressupostos sejam cumpridos na íntegra. A Urbanização Boa Vida quer fazer diferente. O foco do projecto é a qualidade de vida dos moradores, garantida através da oferta de infra-estruturas e espaços verdes pensados para uma vida com mais qualidade. "Do projecto à concretização, passando pelos acabamentos e equipamentos, tudo foi escolhido com o objectivo de servir as famílias e vê-las crescer desfrutando ao máximo de uma boa vida", refere a empresa no catálogo da UBV. A Economia & Mercado visitou as casas-modelo disponíveis, onde os responsáveis da Poltec foram fotografados, e sentiu a satisfação de clientes que classificam o projecto de inovador e com alto padrão de qualidade. A directora comercial da Poltec, Gisela dos Santos, afinca que a Urbanização Boa Vida é um complexo habitacional onde há a possibilidade de viver e investir. "Os clientes podem também investir, ao adquirir os espaços comerciais, tal como hotéis e escritórios, disponíveis na urbanização, e vão poupar o tempo que se perde no trânsito, porque teremos vários serviços incorporados na UBV", argumentou, referindo que, actualmente, "os clientes mostram muita satisfação com os produtos, na medida em que vêem a qualidade e primazia nos acabamentos".